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domingo, 22 de novembro de 2009

TODOS OS AMIGOS VÃO PARA O CÉU...

sábado, 21 de novembro de 2009

MOMENTO LISPECTOR


Se eu fosse contabilizar aquilo tudo que através de Clarice já aprendi, certamente teria matéria com que preencher um volume extenso de lições, verdades, consolos e aleluias, todos eles regalados pela fina flor da sensibilidade da Mestra, tão querida.
Não canso de falar sobre Clarice porque quem me conhece sabe que ela é "parte integrante de mim" e, sendo-o, "não pode ser vendida separadamente".
Devo muito do que e de quem sou ao olhar encantado e desafiador daquela pra quem palavras, muitas vezes, não são senão um insulto à grandeza e à pureza do que se quer transmitir em termos de significado, alma, conteúdo indizível das profundezas de si.
"Depois de descobrir em mim mesma como é que se pensava, nunca mais pude acreditar nos pensamentos dos outros..."
Depois do Encontro, arrisco dizer, da criatura consigo mesma, nos níveis mais elevados e refinados em que isso pode acontecer, lentamente todo o mais passa por um processo de ressignificação.
O silêncio passa ser mais que um escudo: é o manto que nos envolve e nos impede de ir adiante com PALAVRAS quando tudo o que basta é o SENTIR. Violentam-nos, não raro, as pessoas outras, alheias à magia do NÃO-DITO, com a sua voraz e desengonçada busca por TRADUÇÕES, em palavras, daquilo que muito antes se instaurou no espírito... Pela pressa de CONHECEREM, adentram-nos sorrateiramente o sagrado casulo e nos impedem, em seu egoísmo, de nos tornarmos BORBOLETAS ao final de um momento ou dois de quietude e reflexão com nós mesmos.
Eu só acredito naquilo a que meu coração consegue atribuir signifcado, fortaleza e bom senso.
Eu só acredito naquilo que não pode, de forma alguma, me ferir ou me sangrar ao menor sinal de fraqueza.
Não luto pelas minhas palavras mais do que por meu silêncio.
E acredito, como mais não poderia, em isto: aqueles que, por ventura, vierem a me amar enquanto CRIATURA, terão de entender que sou feito de coisa outra que não os ruídos horrendos e as gargalhadas vazias a que estão tão equivocadamente acostumados.
Aquele que quiser me tocar deverá aprender que não o conseguirá senão com a mesma sutileza com que o orvalho refresca as pétalas das flores ao cair da noite, extraindo delas, como recompensa, todo perfume e toda beleza produzidos ao longo de um dia inteiro de uma curta porém agraciada existência.
"Eu escuto fora, com o ouvido de dentro..." - e não pretendo que, agora ou depois, se processem as coisas em minha vida de outra forma.

300


E hoje, muito casualmente, mexendo no painel de administração dos blogues no blogger,descobri o seguinte: o MOONDO, este Moondo, com o post de ontem, havia parado no número 299, ou seja, apenas um post antes da marca das 300 postagens.
Decidi que não era justo deixar um MOONDO inteiro, tão caprichadinho e redondo como este, abandonado às traças virtuais.
Pensei nas razões que me levaram pra longe dele. Pensei no tempo que não tenho para atualizá-lo e nas impossibilidades todas que existem em relação à sua manutenção. Tenho me deparado muito constantemente com "impossibilidades"... Parece que, de uma hora pra outra, a Vida, o Universo deram pra se esforçar em me provar que fazer POSSÍVEL o IMPOSSÍVEL há de ser uma de minhas maiores missões em esta vidinha.
E eu? Bom, eu nunca fujo dos desafios. Não sem antes tentar alguma coisa com eles. Sou virginiano. Analítico, pesquisador, um aprendiz nato, às vezes, das lições mais difíceis que pode haver.
Claro que não posso mais que qualquer um contra as fatalidades cósmicas, mas posso, isso sim, dar o meu melhor diante dos mais variados desafios e me comprometer em me superar SEMPRE.
Foi esse compromisso que me levou adiante em tantos momentos cruciais de minha história. Foi essa vontade de VENCER e de DAR CERTO que me levaram a assumir os desafios todos por que venho passando desde que troquei o certo e o pacato de uma cidadezinha interiorana para apostar as fichas no enlouquecedor e modernista da maior cidade brasileira.
Tenho comigo um lema de ouro, tomado como empréstimo, há anos, de uma certa fada loura, amiga imaginária real, companhia das minhas mais belas fantasias infantis:

"Tudo o que eu fizer, eu vou tentar melhor do que já fiz. Esteja o meu destino onde estiver, eu vou buscar a sorte e ser feliz! Tudo o que eu quiser, o Cara lá de Cima vai me dar! Me dar toda coragem que puder! Que não me faltem forças pra lutar!"

Vinte anos depois, sigo acreditando que o mundo é dos valentes. E que não há enrosco para quem se propõe ser fiel aos seus sonhos, aos seus mais puros e genuínos desejos.
Não se pode abandonar uma tarefa pela metade - seja ela qual for.
É preciso levar a termo tudo aquilo que, algum dia, nos propusemos como meta, objetivo, um tesouro a ser alcançado.
Em tempos de LUTAR e SUAR A CAMISA pela VIDA, o mínimo que poderia fazer era aproveitar o "300" para inaugurar um novo CICLO DE VIDA NO MOONDO, uma nova fase, cheinha de pensamentos, sentimentos e palavras para compartilhar com os queridos que tão afetuosamente me acompanham nas páginas virtuais desse planetinha.
Com a cara e a coragem, retomando o curso.
Pousando, novamente, a minha velha e querida espaçonave nos solos do meu MOONDO.

Menino Cheio de Imaginação.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O PSICOPATO

Clique no PSICOPATO para descobrir um UNIVERSO PARALELO cheinho de PSICOLOUCURAS!

domingo, 8 de novembro de 2009

MANTENDO O CONTATO



Embora eu ainda não esteja "in the mood" para voltar ao MOONDO, voltei a atualizar meus outros blogues e, aos que me deixaram recadinhos solicitando presença virtual, gostaria de convidar para que me acompanhassem pelos outros cantinhos.
Há também uma nova experiência blogal, que em breve vou lhes revelar e convidar a conhecer. Por enquanto é apenas um grande experimento. Algo diferente de todos os outros blogues que já tive - conteudisticamente falando.
By now, fica a gentil oferta de que me visitem nos outros planetinhas: o ALFARRÁBIO e o HORAS AVELUDADAS. (É só clicar nos banners acima!)
Grandessíssimo abraço a todos!

Menino Cheio de Imaginação

sábado, 3 de outubro de 2009

MEU MOONDO TÁ FECHADO PRA VISITAÇÃO...


E como a vida é movida (pelo menos para mim!) a SENTIDO e tudo isso, subitamente, deixou de tê-lo, o melhor a fazer é pressionar o PAUSE e deixar que o MOONDO siga em standby. Fosse eu um pouco mais corajoso e simplesmente destruiria essas páginas virtuais mas, infelizmente, há um quê de apego em relação a elas que me vence o ímpeto de tudo implodir.
Daí que elas ficarão aqui, como registro e espelho de muitas temporadas pregressas, a título de "álbum de recordações" e, sendo-o, resgatando, em parte, algum significado.
Até algum dia, queridos.
Ou até nunca mais - quem sabe?

=Daniel.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

GRITOS (NÃO TÃO) SILENCIOSOS


“O que eu queria mesmo era um ombro amigo onde pudesse encostar a cabeça, uma mão passando na minha testa, uma outra mão perdida na minha. O que eu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse chá de laranjeira e me contasse uma história. Uma história longa sobre um menino só e triste que achou, uma vez, durante uma noite de tempestade, alguém que cuidasse dele."

(Caio Fernando Abreu)

"Sou feita de tão pouca coisa e meu equilíbrio é tão frágil, que eu preciso de um excesso de segurança para me sentir mais ou menos segura.''


"Vou falar do que se chama experiência. É a experiência de pedir socorro e o socorro ser dado. Talvez valha a pena ter nascido para que um dia mudamente se implore e mudamente se receba."

(Clarice Lispector)

Não tão mudamente, mas suplicando - por todos os lados! - por ser finalmente compreendido em minhas necessidades mais ELEMENTARES.

domingo, 23 de agosto de 2009

SACA SÓ: SALVE, ZÉLIA DUNCAN!


E vou, aqui, neste singelo post, fazer uma confissão e, posteriormente, uma espécie de redenção pública de meu desatento e não apurado gosto musical.
Novidade não é, para ninguém que melhor me conheça, meu péssimo - porém confortável - hábito de só ouvir o que me chega pelas ondas das rádios mais "pop" ou pelas trilhas sonoras das telenovelas. Ouço e me encanto: trago pra junto porque é catarse barata diante do frívolo. Pode nem ter valor artístico, mas eu acabo tornando meu. Apreendendo. E, ao fazê-lo, desaprendendo também. Desaprendendo a educar os ouvidos e a sensibilidade para o que há de mais fino e mais rico na produção musical nacional e internacional.
Vergonha, eu sei.
Quisera eu ter com a música a mesma intensa e classuda relação que tenho com a literatura. Ser tão seletivo com o que ouço como o sou em relação ao que leio. Prestar tanta atenção nas entrelinhas dos acordes e interpretações vocais como faço com as palavras tão elegante e inteligentemente dispostas no papel por mentes e lentes tão brilhantes e renovadoras de almas...
Paradoxos! Nunca escondi que sou feito de uma porção deles. Jamais neguei que, para existir, tenho de travar batalhas homéricas com anjos e demônios que me habitam o ser.
Mas, como previamente anunciei, o presente texto é uma autodenúncia mas, em contrapartida, também uma sorte de redenção: sim, começo a prestar mais atenção ao que antes passava batido - ou, se preferirmos, na "batida" e no "embalo" de um sonzinho pop qualquer.
Claro, ainda neste terreno, pago tributos ao Amor que, através da inerente TROCA, tem me proporcionado um olhar mais apurado sobre questões e gostos relacionados ao mundo das notas e dos acordes musicais.
E porque crescer e amadurecer é preciso, assim começo minha longa caminhada num reino que me é quase totalmente novo: a MPB.
E a julgar pela primeira parada, vejo que a viagem há de ser das mais benfazejas e produtivas: estação DUNCAN, senhoras e senhores.
"Zélião", para uso interno. Risos. Cantora de um talento e de uma sensibilidade que eu vergonhosamente ignorava, por estar condicionado a ouvir só aquilo que a 89 ou a JP tocam nas suas hit parades.
"Pelo sabor do gesto", último álbum de Zélia, é simplesmente uma delicadeza e um grato regalo aos nossos mal acostumados ouvidos. É como fechar a janelinha que dá de frente para o mundo e, na segurança do escuro do seu quarto, ao som da Duncan, viajar para um espaço de belezas e sutilezas. Cantos e encantos. Ternuras e gestos... Só pelo sabor de sentir e ouvir o que é arte. O que é fino. O que é sentimento vertido em música.
Muito se engana quem, como eu, pensa que Zélião é cantora de um sucesso só (Catedral). Sua obra musical é tão vasta e rica que, uma vez conhecida, faz você se sentir miserável por não ter dedicado algo de seu tempo pregresso a conhecê-la. Faz você pensar: "Meu Deus, escutei tantas tolices! Onde estava que deixei essa maravilha toda se me escapar por entre os dedos?" Pois é. Se você chegar a este ponto, meu mais sincero e entusiasmado: BEM-VINDO AO CLUBE!
E como sempre há tempo para recuperar os estragos, o melhor a ser feito é prestar um serviço a si mesmo e permitir-se o acesso irrestrito ao que há de melhor na música popular brasileira.
Zélia tem sido uma primeira parada absolutamente encantadora. Sua graça e seu talento (compondo ou interpretando, de igual maneira) tem me cativado de forma contundente, avassaladora e DEFINITIVA.
Ainda esta semana ela esteve presente ao programa do Jô e, esbanjando inteligência e simpatia, conseguiu me arrancar arrepios orgásticos ao som de uma inefável composição de Luiz Tatit, intitulada Felicidade, cuja letra faço absoluta questão de compartilhar com os queridos, agora:

Não sei porque eu tô tão feliz
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade
Não sei o que que foi que eu fiz
Se eu fui perdendo o senso de realidade
Um sentimento indefinido
Foi me tomando ao cair da tarde
Infelizmente era felicidade
Claro que é muito gostoso
Claro que eu não acredito
Felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito

Não sei porque eu tô tão feliz
Preciso refletir um pouco e sair do barato
Não posso continuar assim feliz
Como se fosse um sentimento inato
Sem ter o menor motivo
Sem uma razão de fato
Ser feliz assim é meio chato
E as coisas nem vão muito bem
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
E pra completar depois disso
Eu fui despedido e estou desempregado
Amor que sempre foi meu forte
Não tenho tido muita sorte
Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida
E feliz da vida!!!

Não sei porque eu tô tão feliz
Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade
Pensei que fosse por aí, fiz todas terapias que tem na cidade
A conclusão veio depressa e sem nenhuma novidade
O meu problema era felicidade
Não fiquei desesperado, não, fui até bem razoável
Felicidade quando é no começo ainda é controlável

Não sei o que foi que eu fiz
Pra merecer estar radiante de felicidade
Mais fácil ver o que não fiz
Fiz muito pouca aqui pra minha idade
Não me dediquei a nada
Tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade
E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrado
Que eu sou egoísta
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética
E faz uma lista
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade
Independente dos deslizes dentre todos os felizes
Sou o mais feliz

Não sei porque eu tô tão feliz
E já nem sei se é necessário ter um bom motivo
A busca de uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo
Enfim, eu já tentei de tudo, enfim eu quis ser conseqüente
Mas desisti, vou ser feliz pra sempre
Peço a todos com licença, vamos liberar o pedaço
Felicidade assim desse tamanho
Só com muito espaço!

E essa maravilha, interpretada pela Zélia, misericórdia... É de fazer a alma dar pulinhos e mais pulinhos da mais pura e refinada alegria!
Porque ISSO, minha gente, é música de verdade! Feita com e para a alma. Por gente que pensa, entende, pondera, reflete e cria para nos comover - e não apenas "entreter" ou "alucinar" numa pista de dança.
Há músicas e músicas. Cantores e animadores. Álbuns e pout-pourris trash.
Nunca a diferença me esteve mais visível aos olhos.
Nunca me senti mais FELIZ em me permitir CONHECER O NOVO!
Sim, porque aquilo ou aquele a quem não dedicamos merecida atenção nos é sempre novo e, não raro, grata surpresa.
Basta abrir os olhos (e os ouvidos!) do coração para a beleza entrar!
Pelo valor do que é bom, pela magia do belo, pelo encanto do sutil... PELO PRAZER DO GESTO!
Salve, salve, Zélia Duncan!

A FRASE E O EFEITO


A FRASE:


"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."

(Clarice Lispector)

O EFEITO:

O maravilhoso que é saber que não estamos completos e que, talvez daqui a um segundo, tudo seja diferente, tudo se sinta diferente e acabe por nos proporcionar (ainda que sob a forma de uma doce e fugaz ilusão!) o NOVO.
Ser significa, entre outras coisas, sustentar-se sendo. Ser uma coisa e seguir acreditando nisso, ainda que se saiba que uma transformação está em processo.
Infelizmente, o homem não tem a mesma chance das lagartas: as lagartas param a vida para se proteger num casulo enquanto a META-MORFOSE acontece. E a natureza desses bichinhos é sábia: antes que a META seja atingida, nada da MORFOSE vir à tona. É quase que um novo útero. Quase que uma nova vida. Quase que um novo ser.
Com as pessoas, não. Você se pega sendo uma coisa, sabe que está se transformando em outra mas, por uma questão de "coerência externa" deve, por algum tempo, seguir sendo o antigo antes que o novo possa assumir o controle.
Nossa META-MORFOSE não tem proteção. Ela não tem ensaio. Daí que muitas vezes cometamos erros grosseiros em meio a uma morfose qualquer.
Não há muita inteligência na forma como evoluímos.
Sem preparação, estamos mais propensos ao erro.
E daí vem a recompensa da mãe natureza: os erros nos machucam, nos tolhem as asas, mas aprendemos a ressurgir mais fortes e mais confiantes numa próxima estação.
E, como disse a mestra, entre o mim e o Deus, caminhamos.
Humanamente equivocados, mas sempre divinamente inspirados.
Amém, pois.

domingo, 9 de agosto de 2009

SACA SÓ: SUPER SUPERNANNIES!


E não é de hoje que eu admiro o trabalho dessas mulheres na televisão (coloco no plural porque recentemente conheci a original, britânica, e me apaixonei por ela também!). Acho que as pessoas não calculam o bem e o importante que fazem as "nannies" em seus programas, "domesticando" pequenos diabinhos e ensinando pais desesperados a enxergar e a perseguir a tão esperada "luz no final do túnel".
Porque, vamos combinar, as crionças de hoje em dia são simplesmente impossíveis! Quando dão pra reinar, sai de baixo! Ninguém aguenta. Elas muito cedo se acham "donas do pedaço" e botam a santa gargantinha pra funcionar a toda máquina se algo não lhes sai de agrado. Batem portas, quebram coisas, atormentam sua vida até que você perca as estribeiras e parta pra cima delas com vontade de esganar. (risos) Mas daí você cai na real, lembra que aquele monstrinho é APENAS uma crionça e que, na verdade, a falha maior é SUA, porque LIMITES não foram clara e eficazmente impostos, norteando a crionça em seu raio de ação.


É aí que entram essas encantadoras senhoras, as supernannies!
Cris Poli, a brasileira, faz um estilo "vovó supersabidinha". É astuta, perspicaz e saca como ninguém os dramas presentes nas casas que visita, nas famílias que ajuda, sempre tão desesperadas e desiludidas em relação à criação dos próprios filhos.
Minha irmã e eu costumamos ligar um pro outro depois que o programa acaba - muito embora, recentemente, não tenhamos visto muitos episódios. Comentamos a situação, a atuação da Nanny e em como vamos utilizar as técnicas observadas algum dia com os filhos dela. Risos.
Mas, voltando ao mote, ontem, casualmente, ao chegar do trabalho, liguei a TV e me lembrei que era o dia da boa e velha Cris esbanjar psicologia infantil na telinha. Qual não foi minha alegria ao me deparar com um programa especial em que a Nanny visitava, anos depois, famílias e crionças às quais ajudou nas primeiras temporadas do programa! Uma emoção só, minha gente. Confesso que até chorei junto com a querida apresentadora ao final da edição. Ver como ela foi fundamental na vida e na organização daquelas famílias é um troço que realmente MEXE com a gente! O trabalho que ela realiza, meu Deus, é algo TÃO fundamental e necessário que, miraculosamente (porque isso é obviamente inviável!) TODAS AS FAMÍLIAS COM PROBLEMAS COM CRIONÇAS deveriam receber a visita da magnânima babá.
Dia desses eu conversava com a minha sobrinha, que está cursando psicologia, e confessando a ela minha admiração pela Cris Poli e ela me contou que os professores de psicologia, em geral, DETESTAM o trabalho dela. Fiquei bobo. Como poderia ser? Ela alegou que eles dizem que o que ela faz na TV é o que eles fazem em laboratório com os ratinhos, condicionando comportamentos a partir das técnicas do behaviorismo e que, se aplicadas com adultos, por exemplo, as técnicas da Nanny de nada adiantariam. Contra-argumentei, claro: primeiro que a Nanny trabalha MESMO é com as crionças, portanto, problema nenhum se um adulto rebelde se recusar a ficar no "cantinho da disciplina" após uma má ação. Segundo, behaviorismo ou não, FUNCIONA. As técnicas empregadas pela super babá surtem RESULTADOS (o programa de ontem foi contundente em demonstrar isso!), que é o que as famílias que a procuram MAIS necessitam! É preciso "apagar um incêndio" e "acalmar ânimos" - e isso é exatamente o que a astuta senhorinha faz. Queria ver se esses psicólogos que a criticam conseguiriam tão relevantes resultados em tão pouco espaço de tempo apenas com "terapia infantil". Me poupe, Manel Theodoro! As pessoas criticam só porque dá certo e coloca em cheque a cara e nem sempre eficaz atuação profissional delas. Tsc.
Eu sou 101% Supernanny. E a minha irmã, que é pedagoga, também. Quem trabalha com crionças SABE BEM como é difícil conter e acalmar os bichinhos em determinadas circunstâncias. Engana-se MUITO aquele que pensa que só com conversinha em tom brando e bajulando o monstrinho vai conseguir muita coisa. IMPOR LIMITES, em alguns casos, representa AMAR E AJUDAR um pequenino no seu difícil processo de crescimento.
Eu mudei MUITO minha visão sobre crianças depois de trabalhar com elas durante dois anos.
Tem o lado bom? Tem. Sinceridade, afeto, carinho espontâneo e verdadeiro.
Tem o lado ruim? Tem. A MAIOR PARTE DO TEMPO! Porque você não é um deles e simplesmente não tem SACO pra aturar as diabruras que eles cometem nos 90% restantes do tempo.
Ideal seria assim: você poder revidar tudo na mesma moeda! Eles gritam, você grita. Eles choram, você dá risada da cara deles. Eles esperneiam, você coloca a mão nos ouvidos e diz que não tá ouvindo nada. Eles emburram, você os ignora completamente. Risos.
Mas aí seríamos NÓS os necessitados de uma SUPERNANNY! HAHAHAHAHAHAHAHA!
E só pra encerrar o papo, queria fazer justa menção à Jo Frost, a Nanny original, que é mais jovem que a brasileira porém muito competente (a meu ver, até mais que a Cris Poli!) e realiza um trabalho excepcional "doladelá" do oceano.
Sem dúvida alguma, o trabalho dessas senhoras deveria receber um Nobel da PAZ pelo incomensurável bem que traz aos lares de muitas famílias e pelas "lamparinas do juízo" que ajuda a acender na cabeça de muitos desorientados papaizinhos e mamãezinhas.
LUV U, NANNIES! ;-)

(Na foto: Jo Frost, a Nanny original.)

sábado, 1 de agosto de 2009

HUMOR FINO


OS DEZ MANDAMENTOS DO PREGUIÇOSO:

1- Viva para descansar.
2- Ame sua cama, ela é seu templo.
3- Se você vir alguém descansando, ajude-o!
4- Descanse de dia para dormir à noite.
5- O trabalho é sagrado - Não toque nele!
6- Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.
7- Trabalhe o menos possível: seja o que for que você tiver para ser feito, deixe que outra pessoa o faça.
8- Tenha sempre muita calma, nunca ninguém morreu por descansar.
9- Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passe.
10- Não se esqueça: trabalho é saúde, logo, deixe-o para os doentes.

E pensar que tem muita gente por aí que cumpre isso tudo à risca. =P

terça-feira, 30 de junho de 2009

HUMOR FINO - ESPECIAL

O roteiro abaixo eu consegui no Twitter do Maurício de Sousa. É inédito e a arte ainda nem foi feita. Abaixo vocês têm o story board, apenas:











Ok, ok, foi um final bastante ambíguo, concordo. Mas, conhecendo o Tio Maurício, prefiro apostar na interpretação mais ingenuazinha, mesmo! O=)